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sábado, 17 de setembro de 2011

País ou não-país?

O que define se um país é ou não país? Não é o povo que mora nele, uma vez que se assim fosse países como a China, Índia, Indonésia, Nigéria e Rússia se desmantelariam em vários, cada um com uma língua, religião e história próprias.

A resposta oficial a esta pergunta encontra-se na Convenção Internacional de Montevidéu de 1933. Segundo esta, um Estado tem "uma população permanente, território definido, governo e capacidade de entrar em relação com outros Estados".
Mas acaba por não ser só isto, já que para haver relação com os outros Estados é necessário que estes o reconheçam como tal, o que nem sempre acontece. Assim, ser um país não é só uma questão técnica mas também é uma questão política.


A ONU é a sede onde se tomam todas estas decisões. Para passar a ser reconhecido como país precisa da aprovação de, pelo menos, dois terços dos votos da Assembleia Geral da ONU e ainda a aprovação do Conselho de Segurança que é formado pelos Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia.

Taiwan foi o local escolhido pelo nacionalista Chiang Kaishek para se refugiar, após ter perdido a Guerra Civil Chinesa. Com uma população de 23 milhões de habitantes, uma pequena fracção de população chinesa, um PIB per capita igual ao de Alemanha e o 18º maior orçamento militar do Mundo, continua a não ser reconhecido como país embora já haja algumas entidades que o façam:



Na pesquisa do ranking mundial de Ténis, podemos seleccionar a opção "Taiwan" para ver os jogadores classificados deste "país"



Outro exemplo encontra-se num dos países mais corruptos de Mundo, a Somália. Desde 1991 que não tem um governo capaz de controlar o seu território, vivendo numa completa anarquia a par de um grave problema de fome.

No entanto, no noroeste do país fica a "Somalilândia", uma região que tem um governo e uma moeda próprios mas que não é reconhecido...



O Sudão do Sul é o mais recente país, tendo sido proclamada a sua independência no passado dia 9 de Julho. No entanto, pode não ser o único a emergir no mapa este ano.
A Palestina vai apresentar, este mês, a sua candidatura à Assembleia da ONU tendo já a aprovação de quase 130 dos 193 países (dois terços). Só que os Estados Unidos, como membros do Conselho de Segurança, deverão vetar esta candidatura e, por isto, acabará por continuar a não ser reconhecido.


Os países mais pequenos no Mundo têm algumas curiosidades: o Liechtenstein não tem exército, a língua oficial do Vaticano é o latim e apresenta uma população de apenas 800 habitantes, o Mónaco tem a maior densidade populacional do Mundo e, pelos vistos, há quem fale "monegasco".





Fontes: http://www.atpworldtour.com/Rankings/Singles.aspx
            Revista "Super Interessante", número295, Setembro, Brasil

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Emigrar? Para onde?

Para qualquer português, ligar a televisão, está a tornar-se um autêntico sofrimento. Todos os dias, em todos os noticiários, somos confrontados com constantes medidas que afectarão o nosso dia-a-dia e as consequências dessas mesmas medidas. No fundo, apodera-se de nós um desespero por nada podermos fazer contra isto, por não sabermos o que nos espera e pior do que a própria "crise", é a perda da esperança e da confiança naqueles que nos governam.

Emigração

Dito isto, não é de admirar que muitos portugueses vejam a hipótese de emigrar como uma possiblidade a ter em conta (alguns como a única mesmo).

Um estudo realizado pela empresa de estudo de mercados internacional (GfK) que abrangeu 29 países, revelou que 43% da população portuguesa activa está à procura de outro emprego e cerca de três em cada dez portugueses estão mesmo dispostos a procurá-lo noutro país. Destes, 54% têm entre os 30 e os 39 anos e 42% têm formação superior.
De acordo com o estudo, esta percentagem é mais acentuada junto dos jovens trabalhadores, entre os 18 e os 30 anos (40 por cento). 25% coloca ainda a hipótese de vir a mudar de carreira.

«Os nossos resultados indicam um risco de ‘fuga de cérebros’ no próximo ano, o que originará problemas significativos para as empresas e para os países que procuram recuperar da recessão», explicou o director-geral da GFK Portugal, António Gomes.

«Um terço dos empregados na área de Investigação e Desenvolvimento está também disposto a mudar de país – precisamente os postos de trabalho que muitos países identificam como cruciais para a sua recuperação», frisou.

Em Portugal, este estudo foi realizado durante os dias 11 e 22 de Fevereiro, com uma amostra de 547 indivíduos.


Mas para onde ir?

O Índice de Desenvolvimento Humano, elaborado anualmente pelas Nações Unidas, analisa parâmetros como a sáude,  igualdade entre os sexos, educação e a liberdade política de 169 países.

Pelo oitavo ano consecutivo (!) é a Noruega que lidera a lista, apresentando uma esperança média de vida de 81 anos, um rendimento médio per capita de 41 848euros e um percurso escolar de 12 anos.
O "top 5" inclui ainda a Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda.
No outro extremo temos o Zimbabué que tem uma esperança média de vida de 47 anos e um rendimento per capita de apenas 125euros.

Falando em particular de alguns parâmetros o Liechtenstein lidera em termos de rendimentos per capita com o valor de 57 022euros enquanto que o Japão lidera em termos de esperança média de vida com cerca de 83,6 anos.


Portugal aparece em 40º lugar, sendo que se vive melhor em países como a Eslovénia, Eslováquia, Bahrein ou Quatar.

O Leste da Ásia e a zona do Pacífico tiveram o melhor desempenho do Mundo durante os últimos 40 anos, apresentando o dobro das conquistas em relação ao resto do Mundo e, como a tendência se continuará a manter, em breve alcançarão os países do topo da lista. A China apresenta, inclusivamente, o 2º melhor desempenho desde 1970, altura em que foi realizado o primeiro estudo.




São os mais jovens da nova "geração à rasca" que apresentam as melhores hipóteses para sair do país uma vez que muitos deles ainda não constituiram uma família, apresentam um espiríto aventureiro, estão mais instruídos, ainda têm idade para arriscar e vêem o seu futuro em Portugal como algo muito incerto.

Temos ainda os "génios" que à falta de condições e oportunidades em Portugal vêem quase "obrigada" a sua ida para o estrangeiro não contribuindo, por isso, para o desenvolvimento e recuperação do seu país.


Mas emigrar ou não já deixou de ser uma questão de patriotismo e passou a ser uma questão de subsistência...

Quer fiquem ou não, por favor, não liguem a televisão!



Fontes: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22319
             http://aeiou.visao.pt/ha-39-paises-melhores-para-se-viver-do-que-portugal=f578200
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