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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Afinal não somos macacos!

“Evolução ou criacionismo?”, a tão famosa questão levantada por Charles Darwin no século XIX está novamente na ribalta, a diferença é que em vez de se questionar a origem de tentilhões ou tartarugas das Galápagos, questiona-se a origem do Homo sapiens… nós mesmos.

A teoria evolucionísta, que era já assumida como irredutível pela comunidade científica atravessa dias de incerteza. Assumia-se que o Homo sapiens descende do Homo neanderthalis, este do Homo erectus, Homo habilis, que por sua vez descende do Australopithecus, hoje, no entanto, com o evoluir da ciência, esta situação não é assim tão linear.






Facto 1: EXISTE UMA (OU NESTE CASO VÁRIAS) PEÇA A FALTAR NO PUZZLE DA EVOLUÇÃO

Não se encontrou até hoje qualquer evidência da existência do Homo sapiens no período de tempo compreendido entre 80 e 100 mil anos atrás, como se há 80.000 anos se tivesse dado um “poof” que trouxe o Homem à Terra. Desta forma, a ciência apenas consegue concluir que o Homo sapiens não existiu pelo menos até há 100.000 anos atrás, o que constitui uma impossibilidade científica para a teoria da evolução, pois segundo esta uma espécie não evolui para outra de um dia para outro, nem sequer de um ano para outro, mas sim através de um processo que demora vários milhares de anos. Ou seja, não é possível, segundo tal teoria, existir Homo sapiens há 80.000 anos atrás e não existir há mais de 100.000 anos… Confuso?! Fica pior!

Esta situação abre uma janela aos criacionistas no que toca à origem do Homem: Deus criou tudo numa semana (tal como dita a Bíblia), incluindo o Homo sapiens, e colocou lá os fósseis para testar a nossa fé!





Facto 2: A (DES) AJUDINHA DA CIÊNCIA

Análises ao DNA feitas em fósseis de Homo erectus provaram que estes são descendentes directos do Sahelanthropus tchadensis, que evoluiu do Australopithecus, um macaco fóssil, classificado como o mais antigo membro da árvore da família humana, mas também da árvore de outros macacos existentes em África.

Por outro lado, e esta é a verdadeira novidade, testes de DNA não conseguem comprovar que o Homo sapiens descende de macacos, nem mesmo do Homo erectus, mesmo com as evidentes semelhanças anatómicas… No entanto, existem evidências genéticas de que partilhamos DNA com o Homo neanderthalis.


Por outras palavras, sabemos que os nossos pais foram Neanderthal, não sabemos quem foram os nossos avós…



Fonte: Superinteressante
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